A\R\L\S\ FRATERNIDADE ALPHAVILLE 396
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03 -
Por que a
Maçonaria usa como símbolos os instrumentos de arquiteto e as ferramentas
de pedreiro?
08 -
O que é
Maçonaria?
12 -
Qual é o seu
lema?
13 -
Qual é seu
objetivo?
— Não. A Maçonaria não é uma religião. É uma
sociedade que tem por objetivo unir os homens entre si. União recíproca,
no sentido mais amplo e elevado do termo. — Não, pela simples razão de que sua
existência é amplamente conhecida. As autoridades de vários países lhe
concedem personalidade jurídica. Seus fins são amplamente difundidos em
dicionários, enciclopédias, livros de história, etc. O único segredo que
existe e não se conhece senão por meio do ingresso na instituição, são os
meios para se reconhecer os maçons entre si, em qualquer parte do mundo e
o modo de interpretar seus símbolos e os ensinamentos neles contidos.
Porque a fraternidade resultou de uma
evolução das confrarias de construtores da Idade-Média, as quais, por sua
vez, já eram o resultado de iniciações artesanais
anteriores. A liberdade dos indivíduos e dos grupos
humanos, sejam eles instituições, raças e nações; a igualdade de direitos
e obrigações dos seres e grupos sem distinguir a religião, raça ou
nacionalidade; a fraternidade de todos os homens, pois somos todos filhos
do mesmo CRIADOR e, portanto, humanos e, como conseqüência, a fraternidade
entre todas as nações! Em princípio, tudo aquilo que se exige ao
ingresso em qualquer outra instituição: respeito aos seus estatutos e
regulamentos e acatamento às resoluções da maioria, tomadas de acordo com
os princípios que as rege; amor à Pátria; respeito aos governos legalmente
constituídos; acatamento às leis do país que viva. E em particular a
guarda do sigilo dos rituais maçônicos; conduta correta e digna dentro e
fora da Maçonaria; a dedicação de parte do tempo para assistir às reuniões
maçônicas; à prática da moral, da igualdade e da solidariedade humana e da
justiça em toda a sua plenitude. Ë um lugar onde se reúnem os maçons
periodicamente para praticar as cerimônias ritualísticas que lhes são
permitidas, em um ambiente fraternal e propício para concentrar sua
atenção e esforços para melhorar seu caráter, sua vida espiritual e
desenvolver seu sentimento de responsabilidade, fazendo-os meditar
tranqüilamente sobre a missão do homem na vida, recordando-lhes
constantemente os valores eternos que lhes possibilitarão acercar-se da
verdade. A possibilidade de se aperfeiçoar, de se
instruir, de se disciplinar, de conviver com pessoas que, por suas
palavras e por suas obras, podem constituir-se em exemplos; encontrar
afetos fraternais em qualquer lugar em que esteja, dentro ou fora do país.
Finalmente, a enorme satisfação de haver contribuído, mesmo em pequena
parcela, para a obra moral e grandiosa levada a efeito pelos homens. A Maçonaria é uma instituição essencialmente
filosófica, filantrópica, educativa e progressista. É filosófica porque em seus atos e cerimônias
ela trata da essência, propriedades e efeitos das causas naturais.
Investiga as leis da Natureza e relaciona as primeiras bases da moral e da
ética pura. É filantrópica porque não está constituída
para obter lucro de nenhuma classe, pelo contrário, suas arrecadações e
seus recursos se destinam ao bem estar do gênero humano, sem distinção de
nacionalidade, sexo, religião ou raça.Procura conseguir a felicidade dos
homens por meio da elevação espiritual e pela tranqüilidade da
consciência. É progressista porque, partindo do princípio
da imortalidade do espírito e da crença em um princípio criador regular e
infinito, não se apega a dogmas, prevenções ou superstições e não opõe
nenhum obstáculo ao esforço dos seres humanos na busca da verdade, nem
reconhece outro limite nessa busca senão a da razão com base na ciência.
Ciência, Justiça e Trabalho. Ciência para
esclarecer os espíritos e elevá-los; Justiça, para equilibrar e enaltecer
as relações humanas; e Trabalho por meio do qual os homens se dignificam e
se tornam independentes. Seu objetivo é a investigação da verdade, o
exame da moral e a prática das virtudes. A moral é, para a Maçonaria, uma ciência
baseada no entendimento humano. É a lei natural e universal que rege todos
os seres racionais e livres. É a demonstração científica da consciência. E
essa maravilhosa ciência nos ensina nossos deveres e a razão do uso dos
nossos direitos. Toda vez que a moral penetra fundo em nossa alma podemos
sentir a Verdade e a Justiça triunfarem. A Maçonaria entende que a Virtude é a força
que nos impele a fazer o bem em seu mais amplo sentido; é a força que nos
impele ao cumprimento de nossos deveres para com a sociedade e para com a
nossa família sem interesse pessoal. A Maçonaria resume o Dever do homem assim:
"Respeito a Deus, amor ao próximo e dedicação à família". Em verdade, essa
é a maior síntese da fraternidade universal. Não é religiosa, apenas reconhece a
existência de um único princípio criador, regulador, absoluto, supremo e
infinito ao qual dá o nome de Grande Arquiteto do Universo; é uma entidade
espiritualista em contraposição ao predomínio do materialismo. Estes
fatores, indispensáveis para a interpretação lógica do Universo, formam a
base de sustentação e são as grandes diretrizes de toda a ideologia e
atividade maçônica. Não, porque a Maçonaria abriga em seu seio
homens de qualquer religião, desde que acreditem em um só Criador. A
afirmação de que é necessário renunciar a religião para ser recebido Maçom
foi feita durante a Inquisição e difundida pela ignorância que grassava à
época. Acreditada como verdade possui resquícios até os dias atuais,
principalmente entre fanáticos religiosos. Ilustres prelados tem
pertencido à Ordem Maçônica como, por exemplo, o Cura Hidalgo, Paladino da
Liberdade Mexicana; o Padre Calvo, fundador da Maçonaria na América
Central; o Arcebispo da Venezuela, Don Ramon Ignácio Mendez; o Padre Diogo
Antonio Feijó; Cônegos Luiz vieira, José da Silva de Oliveira Rolin, da
Inconfidência Mineira, Frei Miguelino, Frei Caneca e muitos
outros. Filósofos como Voltaire, Goethe e Lessing;
músicos como Beethoven, Haydn, Sibelius e Mozart; militares como
Frederico, o Grande, Napoleão e Garibaldi; poetas como Byron, Lmartine e
Hugo; escritores como Castellar, Mazzini e Espling. Não. Também na América houve. Os libertadores
da América foram todos Maçons. Washington nos Estados Unidos; Miranda, o
Padre da Liberdade sul-americana; San Martin e O'Higgins, na Argentina;
Bolivar, no norte da América do Sul, Marti, em Cuba; Benito Juarez, no
México e o Imperador D. Pedro I, no Brasil. D. Pedro I, José Bonifácio, Gonçalves Lêdo,
Luis Álves de Lima e Silva (Duque de Caxias), Joaquim Nabuco, Deodoro da
Fonseca, Floriano Peixoto, Barão de Ramalho, Líbero Badaró, Prudente de
Morais, Campos Salles, Rodrigues Alves, Nilo Peçanha, Hermes da Fonseca,
Wenceslau Braz, Washington Luiz, Rui Barbosa e muitos
outros. A Maçonaria é eminentemente tolerante e exige
dos seus membros a mais ampla tolerância. Respeita as opiniões políticas e
crenças religiosas de todos os homens, reconhecendo que todas as religiões
e ideais políticos são igualmente respeitáveis, rechaçando toda pretensão
de outorgar situações de privilégio a qualquer uma delas em
particular. A ignorância, a superstição, o fanatismo, o
orgulho, a intemperança, o vício, a discórdia, a dominação e os
privilégios. A Independência, a Abolição da Escravatura e
a República. Isto para citar somente os três maiores feitos da nossa
história nos quais os Maçons tomara parte ativa. Crer na existência de um princípio Criador;
ser homem livre e de bons costumes; ser consciente de seus deveres para
com a Pátria, seus semelhantes e consigo mesmo; ter uma profissão ou
ofício lícito e honrado que permita prover as suas necessidades pessoais,
de sua família e a sustentação das obras da instituição; ser convidado por
um Maçom e aprovado pelos demais. |
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