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Sua empresa pode descartar o papel depois da digitalização de documentos?

Sua empresa pode descartar o papel depois da digitalização de documentos?

Afinal, sua empresa pode descartar o papel depois da digitalização de documentos? 

Essa dúvida é cada vez mais comum entre gestores que buscam reduzir custos com arquivos físicos, mas precisam manter a conformidade legal ao mesmo tempo.

Portanto, antes de jogar qualquer pasta fora, vale entender o que realmente diz a legislação brasileira e quais cuidados evitam dores de cabeça no futuro. 

Por isso, ao longo deste conteúdo, você vai descobrir quando o descarte é seguro, quais erros mais comprometem empresas e como estruturar esse processo de forma prática.

O que você precisa saber:

  • Quando feita corretamente, a digitalização de documentos permite descartar boa parte do papel, mas nem todo documento pode ser eliminado.
  • Contratos com validade jurídica específica, certidões originais e alguns documentos fiscais ainda exigem guarda física, conforme a legislação vigente.
  • Antes de descartar qualquer papel, é fundamental seguir um processo técnico de captura, indexação, validação e retenção, evitando erros que comprometem a segurança da empresa.

O que diz a lei sobre digitalização de documentos

Em primeiro lugar, a digitalização de documentos ganhou respaldo legal no Brasil com a Lei 12.682/2012, que autoriza a digitalização e o posterior descarte do papel, desde que o processo siga padrões técnicos reconhecidos. 

Portanto, não basta apenas escanear o documento e jogar o original no lixo. 

Além disso, o decreto que regulamenta essa lei exige o uso de certificação digital para garantir a autenticidade e a integridade do arquivo eletrônico.

Contudo, existem exceções importantes. Documentos como escrituras públicas, testamentos, certidões de nascimento e alguns títulos de propriedade costumam exigir a guarda do original, já que possuem valor probatório especial. 

Da mesma forma, obrigações fiscais e trabalhistas seguem prazos próprios de retenção. Por isso, descartar antes da hora pode gerar multas. 

Por isso, o ideal é sempre consultar um profissional jurídico ou de compliance antes de eliminar qualquer lote de documentos, principalmente em setores regulados como saúde, jurídico e financeiro.

Erros comuns ao descartar papel após a digitalização

Assim como muitas empresas avançam rápido demais nesse processo, alguns erros se repetem com frequência e comprometem a segurança da informação. 

Então, vale conhecer os principais deles antes de iniciar a transição para o digital:

  • Descartar o papel sem certificação digital do arquivo, o que retira o valor jurídico da cópia.
  • Não indexar corretamente os documentos, dificultando buscas futuras e auditorias.
  • Ignorar os prazos legais de retenção específicos de cada tipo de documento.
  • Escanear em baixa resolução, prejudicando a legibilidade de assinaturas e carimbos.
  • Não fazer backup redundante do acervo digitalizado antes de eliminar o físico.
  • Delegar o processo a equipes sem treinamento em gestão documental.

Por outro lado, empresas que evitam esses deslizes conseguem reduzir custos com armazenamento sem abrir mão da segurança. 

Ainda assim, cada erro citado acima pode gerar retrabalho, passivos fiscais ou até questionamentos judiciais. Então, vale revisar o fluxo de digitalização de documentos com atenção redobrada.

Exemplos práticos e recomendações por perfil de empresa

Na prática, o processo ideal varia conforme o porte e o segmento da empresa. Por exemplo, uma clínica médica precisa manter prontuários físicos ou digitalizados por, em média, vinte anos.

Já uma indústria pode ter prazos distintos para notas fiscais e laudos técnicos. Já um escritório de advocacia costuma preservar processos e procurações originais por mais tempo, dada a sensibilidade jurídica desses documentos.

Diante disso, seguem recomendações específicas:

  • Pequenas empresas: priorizem a digitalização de documentos administrativos e comerciais, mantendo apenas contratos de maior valor em arquivo físico reduzido.
  • Indústrias: integram a digitalização ao sistema de gestão da qualidade, já que muitos laudos exigem rastreabilidade completa.
  • Clínicas e hospitais: consultem o Conselho Federal de Medicina antes de descartar qualquer prontuário, respeitando os prazos mínimos exigidos.
  • Escritórios jurídicos: mantenham cópia física de documentos com fé pública, mesmo após a digitalização.

Assim, cada segmento tem particularidades que merecem atenção antes da decisão sobre o descarte.

Papel físico x documento digitalizado

Dessa forma, o comparativo deixa claro que a digitalização de documentos tende a ser mais vantajosa, desde que respeitadas as exigências legais de cada tipo de arquivo.

Boas práticas para digitalizar com segurança

Para que o processo seja realmente seguro, algumas boas práticas fazem diferença direta no resultado.

Primeiramente, defina uma política interna de gestão documental, com responsáveis claros por cada etapa. 

Em seguida, invista em scanners de qualidade e softwares que gerem certificação digital dentro dos padrões exigidos por lei.

Além disso, crie um cronograma de retenção específico para cada categoria de documento, já que os prazos fiscais, trabalhistas e civis variam bastante. 

Igualmente importante é manter cópias de segurança em ambientes distintos, reduzindo o risco de perda total. 

Por fim, treine a equipe responsável, pois falhas humanas continuam sendo uma das principais causas de problemas em processos de digitalização de documentos.

Quando buscar ajuda especializada

Em situações mais complexas, contar com uma empresa especializada evita riscos desnecessários. 

Isso porque profissionais de gestão documental conhecem os prazos legais, os formatos de certificação exigidos e as melhores práticas de indexação. 

Consequentemente, empresas que lidam com grandes volumes de arquivo, setores regulados ou processos judiciais em andamento se beneficiam ainda mais desse suporte técnico especializado e atualizado.

Digitalização de documentos e o custo oculto do descarte malfeito

É importante abordar um ponto essencial: o custo oculto de um descarte malfeito. 

Isto é, quando uma empresa elimina papéis sem seguir o processo correto, ela não perde apenas o documento físico, mas também a capacidade de comprovar fatos em disputas futuras, auditorias fiscais ou processos trabalhistas. 

Segundo o padrão técnico internacional ISO/TR 13028, que orienta boas práticas de digitalização de registros, a confiabilidade do arquivo eletrônico depende diretamente da qualidade do processo de captura e da gestão adequada do documento original antes do descarte, conforme descreve a própria Organização Internacional de Normalização. 

Portanto, negligenciar essa etapa pode custar muito mais caro do que manter o papel por mais alguns meses.

Em suma, sua empresa pode sim descartar o papel depois da digitalização de documentos, desde que o processo siga certificação digital, prazos legais de retenção e boas práticas de indexação. 

Na SPLS Systems, oferecemos aos clientes qualidade e segurança no gerenciamento e armazenamento de informações, assegurando a valorização de dados de acordo com as melhores e mais recentes tecnologias do mercado. 

Atuamos em diversos segmentos da tecnologia da informação, sempre comprometidos com a aplicação das mais avançadas soluções em digitalização de documentos. 

Assim, garantimos a melhor qualidade em serviços para nossos clientes e parceiros.

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FAQ – Perguntas frequentes sobre digitalização de documentos

A digitalização de documentos tem validade jurídica no Brasil? 

Sim, desde que siga a Lei 12.682/2012 e utilize certificação digital reconhecida.

Posso descartar contratos originais após digitalizar? 

Depende do tipo de contrato. Alguns exigem guarda física por questões de fé pública.

Quanto tempo devo manter documentos fiscais digitalizados? 

O prazo varia conforme a legislação tributária, geralmente entre cinco e dez anos.

Qual o maior risco de digitalizar sem planejamento? 

Perder validade jurídica do documento e enfrentar problemas em auditorias ou disputas judiciais.